Canção I – Piratas do Caribe.

A canção, a de melodia simples, que pode ser cantada, murmurada ou assoviada, é capaz de produzir efeitos bastante fortes e diversos sobre a linguagem e o espírito.

O filme Piratas Do Caribe – No Fim Do Mundo abre justamente com uma dessas canções; Diante da duplamente inexorável forca e, ao lado de vários outros condenados, uma criança começa a cantar um hino de louvor aqueles que tomam por força o mar e “Alçam alto as bandeiras”: Os piratas. Sem demora seus companheiros (incluindo a longa fila de andarilhos do mar que aguarda sua vez na corda) juntam-se no refrão: Um juramento forte e destemido de sobrevivência perante o poder excludente

Prato cheio pra materialismo histórico? Pode ser, mas não é nessas águas que vou navegar.

A cena assoma outras questões que me interessam muito mais. Como… O que há na canção simples clamante por resistência, redenção ou vitória que é capaz de fazer outros homens cantarem juntos? Que reação é essa da linguagem que é capaz de reduzir todos os espíritos a um mesmo espírito de luta (pra quem acha que aí vai aparecer o típico medo de ideologias e técnofobia que me caracterizam… acertou)?  Como a canção é capaz de transformar dor em esperança? E afinal… como surge a canção?

E ainda… ARTE?

Os primeiros posts do aforismático serão dedicados ao tema canção; mas por hoje já escrevi  demais. De quantas partes será composto o tema?  Yo-ho-ho. Mais uma garrafa de rum.

Vá lá.

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Published in: on 30/06/2010 at 13:13  Comments (3)  

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3 ComentáriosDeixe um comentário

  1. YAAAAAAR!!!!!!

  2. No filme trata-se mais de coragem, esperança e uma forma de posicionar-se perante a repressão e a forca.Pode-se falar em resistência? Sim, concordo. Mas de que serviu esta? Salvou alguém? Não.Talvez possa ter inspirado algum jovem – personagem ou espectador- a lutar pelos seus ideais. Mas não parece muito inspirador para mim.

    Como recurso é uma forma triste e bonitinha de começar a história; não encontro ali demonstrações de ideologias ou tecnofobias.Penso que os navios,canhões, bandeiras piratas e a própria canção existem graças á técnica. Assim como o lápis e o caderno! Devemos ter receio das pessoas que usam as técnicas não da técnica como entidade maléfica.Confesso que não entendo essa tecnofobia: nunca tive medo de computador, televisão ou barbeador elétrico…
    Vá lá.

    Ps: Pensei em comentar sobre “Avatar e a técnica” o que acha?


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